Portal
Logo
← Voltar para a Página Inicial

AGIR enfrenta campanha com poucos recursos enquanto grandes partidos movimentam milhões

Publicado em 19/09/2026 16:55
AGIR enfrenta campanha com poucos recursos enquanto grandes partidos movimentam milhões

AGIR enfrenta campanha com poucos recursos enquanto grandes partidos movimentam milhões

Em uma eleição marcada pela forte presença de recursos públicos nas campanhas, candidatos do AGIR enfrentam uma realidade bastante diferente da vivida por grandes legendas: a falta de recursos para estruturar suas campanhas e até mesmo para produzir materiais básicos de divulgação.

Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições 2026 soma R$ 4,96 bilhões. Desse montante, o AGIR recebeu oficialmente R$ 3.307.679,85. (Justiça Eleitoral)

A diferença de estrutura fica evidente quando se observa a distribuição nacional. O PL recebeu cerca de R$ 881,7 milhões, o PT aproximadamente R$ 615,4 milhões e o União Brasil cerca de R$ 526,2 milhões, segundo os dados divulgados pelo TSE. (Justiça Eleitoral)

Apesar de ter recursos destinados nacionalmente, candidatos do AGIR relatam uma campanha marcada pela dificuldade para colocar a estrutura na rua. Em alguns casos, faltam recursos até para materiais tradicionais de campanha, como os conhecidos “santinhos”, além de material gráfico, divulgação e estrutura de mobilização.

A situação coloca os candidatos da legenda diante de uma campanha na qual a presença nas ruas depende, em grande medida, de mobilização própria, voluntariado, redes sociais e apoio de lideranças locais.

Campanha com estrutura enxuta

O cenário também levanta um debate sobre a diferença entre o dinheiro destinado nacionalmente ao partido e aquilo que efetivamente chega aos candidatos nos estados.

De acordo com o TSE, os recursos do FEFC ficam à disposição do partido depois que a direção nacional define os critérios para distribuição entre seus candidatos. Esses critérios são definidos pelas próprias agremiações, observadas as regras eleitorais e as exigências legais de destinação de recursos. (Justiça Eleitoral)

Ou seja, o valor recebido pelo partido não significa que cada candidato tenha automaticamente acesso a uma parcela igual ou determinada previamente do fundo.

No caso do AGIR, a legenda recebeu pouco mais de R$ 3,3 milhões do FEFC em âmbito nacional. Para candidatos que disputam eleições em diferentes regiões do país, a divisão dos recursos pode resultar em campanhas com estruturas bastante enxutas.

“Nem para fazer os famosos santinhos”

Entre os candidatos da legenda, a reclamação é de que a falta de recursos dificulta até mesmo ações consideradas tradicionais durante uma campanha eleitoral.

Sem grandes estruturas, equipes numerosas ou forte investimento em material impresso, candidatos precisam buscar alternativas para apresentar suas propostas ao eleitor.

As redes sociais, reuniões comunitárias, visitas, caminhadas e o trabalho voluntário acabam ganhando espaço como ferramentas de campanha.

O cenário também evidencia uma diferença estrutural entre partidos que concentram centenas de milhões de reais em recursos públicos e legendas que recebem valores muito menores do Fundo Eleitoral.

Transparência e fiscalização

O TSE determina que partidos e candidatos informem à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos e os gastos realizados durante a campanha. As informações devem ser divulgadas para permitir o acompanhamento público das receitas e despesas eleitorais. (Justiça Eleitoral)

A distribuição dos recursos públicos também precisa respeitar as regras estabelecidas pela legislação eleitoral, incluindo as destinações obrigatórias previstas para determinadas candidaturas. (Justiça Eleitoral)

Em meio a uma eleição que movimenta bilhões de reais em recursos públicos, a realidade vivida pelos candidatos do AGIR chama atenção: enquanto algumas campanhas contam com grandes estruturas financeiras, outros candidatos seguem na disputa praticamente no “corpo a corpo”, dependendo da própria disposição, das redes sociais e do apoio voluntário para chegar ao eleitor.

Para esses candidatos, a campanha acaba sendo menos uma disputa de estrutura e mais uma tentativa de conquistar espaço político com recursos limitados.

Compartilhar: